O NOME
A origem do nome Corinthians, vem de um time da Inglaterra, o Corinthian Football Club, que esteve jogando partidas amistosas no Rio de Janeiro e em São Paulo. O nome do time inglês, fundado em 1882, foi em homenagem à cidade grega de Corinto.
Mais do que um dos grandes clubes ingleses do início do século, o Corinthian foi um dos maiores responsáveis pela difusão do futebol na América Latina. O belíssimo futebol apresentado nos amistosos em que disputou, impressionou inclusive aqueles cinco rapazes do Bom Retiro, que mais tarde fundariam o Corinthians Paulista.
Sport Club Corinthians Paulista foi o nome sugerido por Joaquim Ambrósio, provavelmente com a intenção de mostrar a seus companheiros que o novo clube um dia poderia se tornar tão grande e conhecido como o Corinthian inglês.
A CAMISA
O preto e o branco, que hoje simbolizam o Corinthians e identificam a paixão do torcedor, só foram adotados como cores oficiais do uniforme algum tempo depois da fundação. No início, o time de futebol usava camisas de cor creme, com frisos pretos nos punhos e golas. Após seguidas lavagens, o creme foi desbotando e a diretoria da época, sem dinheiro para a compra de um novo jogo de camisas, decidiu adotar o branco como a nova cor oficial do uniforme, ao lado dos calções pretos.
A partir daí, o Corinthians deu vida e pulsação à mais neutra combinação possível de cores. De lá para cá, o clube só abandonou o preto e o branco uma vez, jogando com camisas grenás (contra a Portuguesa), em homenagem aos jogadores do Torino, da Itália, mortos no desastre aéreo de Superga em 4 de maio de 1949. Em 11 de fevereiro de 1960, o Corinthians venceu o Universitário do Peru por 5 a 2, no Estádio Nacional de Lima, usando uma camisa idêntica à do Peñarol, do Uruguai, com listas pretas e amarelas.
Há duas versões sobre a origine do Mosqueteiro como mascote do clube. A primeira é de 1913, quando da criação da APEA e migração dos principais clubes para essa liga. Americano, Germânia e Internacional, que manterem-se fiéis a LPF, foram apelidados de os três mosqueteiros e o Alvinegro, admitido naquele ano na LPF, foi apelido de D’Artagnan, o quarto mosqueteiro. A segunda versão é de 1929 e foi criada pelo jornalista Thomaz Mazzoni, de A Gazeta Esportiva, após a vitória do clube sobre o Barracas, da Argentina, no Parque São Jorge. Mazzoni viu no time corinthiano as qualidades de um mosqueteiro em um duelo.
São Jorge foi adotado como padroeiro do Corinthians a partir de 1928, data que marcou a mudança da sede esportiva do clube da Ponte Grande para o Parque São Jorge. Em 1967, foi inaugurada uma capela em homenagem ao padroeiro e todo ano é celebrada uma missa especial em 23 de abril, data em que comemora-se o martírio do santo. São Jorge também é padroeiro da Inglaterra, Portugal, Catalunha, entre outros
OS BRASÕES
1912-1914
O primeiro distintivo do clube foi criado em 1912 e era representado pelas letras C e P (referência a Corinthians Paulista) sobrepostas. Na época muitos escudos tinham esse modelo, pois eram inspirados nos clubes ingleses. O registro mais antigo que se tem desse escudo é uma foto de 29 de dezembro de 1912, na qual os atletas Batista Boni, João Collina e André Lepre estão uniformizados ao lado da Taça Unione Viaggitori Italiano, conquistada numa prova de pedestrianismo.
1914
Em 1914, o litógrafo Hermógenes Barbuy, irmão do jogador corinthiano Amílcar Barbuy, criou um novo formato para o escudo para disputa do Campeonato Paulista daquele ano (a estreia do Corinthians no Estadual foi em 1913). Além de incluir uma moldura em torno das letras C e P, Barbuy acrescentou a letra S, de Sport, e o C passou a representar tanto Club quanto Corinthians. Este formato sofreu duas variações até 1919. Todas elas com aprovação final de Barbuy.
1914-1916
No mesmo ano o escudo passou por uma transformação, com inclusão de uma moldura preta e a estilização das letras. Esse modelo foi utilizado até 1916. Embora exitam alguns registros fotográficos que comprovam que até 1916 o clube utilizou os modelos anteriores. Inclusive na foto do título estadual de 1914 os jogadores aparecem com uma camisa com o primeiro escudo do clube, aquele com as letra C e P sobrepostas. O motivo, porém, é desconhecido.
1916-1918
Em 1916, Barbuy fez a terceira e última alteração no escudo criado por ele em 1914. Dessa vez o símbolo ganhou um formato arrredondado, que foi preservado até os dias atuais. Esse modelo foi utilizado até 1919 e com ele o clube sagrou-se campeão paulista em 1916. Inclusive na foto em que os jogadores posam com a taça é possível ver esse modelo bordado na camisa. Comparado com os modelos anteriores, esse é o que possui mais registros fotográficos.
1919-1940
Em 26 de janeiro de 1919, na disputa do I Torneio Início, o Corinthians grafou pela primeira vez no escudo seu nome completo e seu ano de fundação, além da bandeira do Estado de São Paulo. Curiosamente, o clube utilizou a bandeira antes mesmo dela ter sido oficializada pelo Estado. A bandeira foi criada em 1888 para representar a República, mas não foi aceita. Em 1932, passou a ser utilizada pelos revolucionários paulistas e em 1946 foi adotada como símbolo oficial do Estado..
1940-1970O pintor modernista Francisco Rebolo Gonsales, jogador do segundo quadro do Corinthians nos anos 1920, idealizou o escudo com a âncora e os remos em 1933, numa clara referência a adoção dos esportes náuticos pelo clube naquele ano. No entanto, o clube somente passou a utilizar este escudo em 1940. Desde então foram promovidas pequenas alterações no desenho original. O formato à esquerda, por exemplo, foi utilizado até o final dos anos 1970.
1970-1978
Na década de 1970 foi incluido a boia em volta do escudo e os remos e a âncora ganharam novos traços. A bandeira do Estado de São Paulo foi melhorada, mas ainda não estava reproduzida com suas 13 listras originais e era bordada de forma estática. Este distintivo foi utilizado até o final dos anos 1970, com poucas variações ao longo da década. De forma geral o original não se distanciava tanto da imagem à esquerda. Na foto do título de 1977 é possível verificar este símbolo na camisa dos jogadores.
1978-1984
Entre o final da década de 1970 e início da década de 1980 o distintivo foi novamente aperfeiçoado. O nome e a data de fundação passaram a preencher todo o espaço no escudo. A bandeira do Estado de São Paulo passou a ter as 13 litras originais e ganhou movimento. A boia em volta do escudo foi reduzida e aperfeiçoada. Os remos e a âncora foram melhorados. Esse modelo foi utilizado principalmente pela Democracia Corinthiana, nas conquistas do Campeonato Paulista 1982 e 1983.
1985-1999
Quando completou 75 anos de idade, o Corinthians utilizou durante o mês de setembro seu primeiro distintivo – aquele com as letra C e P sobrepostas. Depois voltou a utilizar o último distintivo, que passou por algumas melhorias e foi aperfeiçoado. Este formado permaneceu durante o final dos anos 1980 e a década de 1990. A partir de 1990 foi incrementado com estrelas sob o escudo, representando os títulos de campeão brasileiro em 1990, 1998 e 1999.
Desde 2000
Na disputa do Mundial de Clubes, em 2000, o distintivo o ganhou seu desenho atual, com um contorno preto. Depois da conquista do Mundial foi adicionada uma estrela com contorno prateado e em 2005 foi adicionada a outra estrela pelo título brasileiro daquele ano. Duas mudanças foram cogitadas em 2008, mas não aconteceram. A primeira era a inclusão da palavra Fiel abaixo do escudo, numa homenagem a torcida e a segunda era a inclusão de uma coroa no lugar das estrelas.
A partir da década de 1990 o clube passou a representar suas principais conquistas com estrelas. Em 1990, foi adicionada a primeira pela conquista do Campeonato Brasileiro. O mesmo ocorreu em 1998, 1999 e 2005 (última estrela adicionada). Em 2000, com a conquista do Mundial de Clubes, foi adicionada uma estrela maior e com um contorno prateado, em alusão a maior conquista da história do Corinthians.
2010
Durante as comemorações do 99º aniversário do clube, o Departamento de Marketing promoveu um concurso chamado “Logo por ti” para escolher o logo do centenário (para uso em campanhas promocionais). Cerca de mil trabalhos foram recebidos pelo clube, dos quais cinco foram escolhidos para voto popular no site do Corinthians. Em 28 de setembro, o distintivo à esquerda, de Breno Araújo da Rocha e Filipe Marinheiro Paiva, foi o vencedor.
OS MAIORES ARTILHEIROS
Acima, aparece Cláudio sendo abraçado por Zizinho, quando jogavam na Selação Brasileira.
Os jogadores que fizeram mais de 100 gols:
1.Cláudio (1945/57) - ponta - 305 gols
2.Baltazar (1945/57) - atacante - 266 gols
3.Teleco (1934/44) - atacante - 251 gols
4.Neco (1913/30) - atacante - 235 gols
5.Marcelinho Carioca (1994/2001) - meia - 206 gols
6.Servílio (1938/49) - meia - 201 gols
7.Luizinho (1948/67 e 1969) - meia - 175 gols
8.Sócrates (1978/84) - meia - 172 gols
9.Flávio (1964/69) - atacante - 170 gols
10.Paulo (1954/60) - atacante - 146 gols
11.Rivelino (1965/74) - meia - 144 gols
12.Carbone (1951/57) - meia - 135 gols
13.Zague (1956/61) - atacante - 127 gols
14.Rafael (1953/63) - meia - 111 gols
15.Vaguinho (1971/81) - ponta - 110 gols
16.Viola (1988/95) - atacante - 105 gols
17.Casagrande (1982/86 e 1994) - atacante - 103 gols
Os jogadores que fizeram mais de 100 gols:
1.Cláudio (1945/57) - ponta - 305 gols
2.Baltazar (1945/57) - atacante - 266 gols
3.Teleco (1934/44) - atacante - 251 gols
4.Neco (1913/30) - atacante - 235 gols
5.Marcelinho Carioca (1994/2001) - meia - 206 gols
6.Servílio (1938/49) - meia - 201 gols
7.Luizinho (1948/67 e 1969) - meia - 175 gols
8.Sócrates (1978/84) - meia - 172 gols
9.Flávio (1964/69) - atacante - 170 gols
10.Paulo (1954/60) - atacante - 146 gols
11.Rivelino (1965/74) - meia - 144 gols
12.Carbone (1951/57) - meia - 135 gols
13.Zague (1956/61) - atacante - 127 gols
14.Rafael (1953/63) - meia - 111 gols
15.Vaguinho (1971/81) - ponta - 110 gols
16.Viola (1988/95) - atacante - 105 gols
17.Casagrande (1982/86 e 1994) - atacante - 103 gols