Sub-Sede Brasília

COMO SURGIU A NOSSA SUB SEDE

Em março de 1992, o recém-associado dos Gaviões da Fiel, apelidado de “Muca”, expressou em nota publicada no Correio Braziliense, o desejo de realizar uma reunião para formação de uma representação dos Gaviões da Fiel aqui no DF. Em resposta aquela nota alguns associados e corinthianos espalhados pelo DF e Região, ligaram para o telefone deixado para contato, colocando-se a disposição para a tal reunião, que ainda necessitaria de uma data e local para a sua realização. Entre estes que ligaram, o associado Marcelo e o corinthiano Mauricio, juntamente com o Muca, se encontraram para além de conhecerem-se pessoalmente, tratar da organização desta reunião aberta. Após alguns encontros, o dia e o local foram definidos e uma nova nota convocando os corinthianos para o encontro, tornou a ser publicada no Correio Braziliense.
Para surpresa geral, com aquela nova nota publicada, os telefonemas não pararam de tocar e a expectativa de um bom comparecimento crescia cada vez mais, até que na noite de uma 4ª feira do mês de abril, mais de 50 corinthianos de várias cidades do DF e Região estavam reunidos na Praça do Chapéu localizado no CONIC, numa demonstração de amor a causa corinthiana. Entre os assuntos que giraram em torno da importância de se constituir uma representação da torcida, foi formada uma comissão composta por 5 integrantes que teriam a responsabilidade de apresentar o projeto para a diretoria dos Gaviões da Fiel. Formaram esta comissão além do próprio Muca (Brasília), Marcelo (Sobradinho) e Maurício (Brasília), Chicão (Taguatinga) e Kleber (Gama).
Após aquela noite, os dias e meses seguintes se deram de muitos contatos por telefone, encontros nos estádios e na Quadra da torcida, tratando diretamente com o presidente e vice-presidente dos Gaviões naquela época, Alex e Duda, sendo que paralelo ao diálogo, os trabalhos de associação dos corinthianos aos Gaviões, venda de artigos oficiais e organização de caravanas para jogos e atividades festivas, com as devidas prestações de contas e balanços financeiros iam sendo realizados com transparência e muita responsabilidade de tal forma que passados cerca de um ano, todas as orientações dadas por aqueles presidentes e a crescente convivência na Quadra e nos estádios, despertou a atenção dos diretores e conselheiros dos Gaviões sobre a importância do nosso trabalho, ao ponto do reconhecimento vir naturalmente.
Marca para nós, após o processo iniciado em 1992, o jogo amistoso de futsal entre Brasil e Argentina, realizado em abril de 1993, no Ginásio Cláudio Coutinho, como parte das comemorações do 33º Aniversário de Brasília, onde fizemos especialmente para este amistoso, uma faixa de 10 metros com os dizeres GAVIÕES DA FIEL nos mesmos padrões da torcida, sendo elogiado por diretores e conselheiros da torcida que, assistindo a transmissão do jogo pela TV, se surpreenderam ao verem a faixa estendida e um grupo de mais de 70 corinthianos sendo a maioria de associados vestidos com a camisa oficial dos Gaviões agitando a arquibancada naquele dia memorável. Esta faixa foi utilizada também em outros jogos realizado pelas seleções brasileiras de vôlei e basquete e nos jogos de futsal e de basquete do Corinthians, no objetivo de dar visibilidade e credibilidade ao nosso trabalho, acelerando o processo de reconhecimento que se deu quase um mês depois do amistoso de futsal entre o Brasil e a Argentina, ficando o dia 13 de maio de 1993 como a data do reconhecimento, após entendimento com a diretoria dos Gaviões, já que no mês seguinte estaríamos realizando a primeira caravana para a final do Paulistão entre Corinthians e Porco, onde nos juntaríamos aos ônibus que sairiam da Quadra dos Gaviões para o Morumbi.
Estas ações foram fundamentais para o reconhecimento, demonstrando naqueles anos e nos anos seguintes, a seriedade da nossa proposta e a maneira que estava sendo conduzida, com muita responsabilidade, transparência e reprodução do modo Gaviões de pensar e agir em prol do Corinthians, a nossa razão de existir.